Cyber Crimes: Isso pode acontecer com você!

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Há alguns meses estreou nos Estados Unidos mais um spin-off da série CSI. A novata investiga crimes cibernéticos, ou seja, que ocorrem através da internet pelos aparelhos digitais (computadores, videogames, smartphones etc). Desde que comecei a assistir a CSI: Cyber fiquei mais atenta que nunca. Coisas rotineiras que fazemos automaticamente podem esconder diversos problemas e nos deixar vulneráveis para golpes, fraudes, sequestros e até morte.

A frase do título aparece em todos os episódios como um alerta para a população: “it can happen to you...” (isso pode acontecer com você...). A cada trama que vai ao ar eles dão destaque a algum tipo de crime que pode ocorrer e você nem desconfiar de nada. Quanto mais vou assistindo mais assustada vou ficando. Comecei a monitorar tudo o que faço on-line, desde o que publico nas redes sociais, quanto me precaver instalando programas para segurança.

O episódio piloto relata sobre um crime que ocorreu depois que uma série de babás eletrônicas foram hackeadas causando o sequestro de uma criança. A falha foi descoberta pela e equipe, mas mostrou o quão vulneráveis nós estamos com objetos do dia a dia. Isso ficou claro no segundo episódio quando o computador central de um brinquedo de parque de diversões foi invadido e perdeu o controle causando acidente e mortes.

Outra coisa mostrada na série foi a nova onda do momento: os aplicativos de carona. Moda atual nas principais cidades do mundo, CSI: Cyber mostrou quando um dos funcionários da empresa de um desses apps invadiu o sistema deles e usou as informações dos usuários para sequestrar e matar pessoas. Fiquei chocada!

Cada cena vem mostrando coisas do cotidiano que facilmente são realizadas por nós. Consulta de e-mails, visita a sites, comprar on-line etc. Teve um episódio que mostrou um grupo que mascarou propagandas em um site médico super confiável e inseriu um código malicioso que fazia as pessoas comprarem remédios caríssimo pela metade do preço, sendo que os medicamentos eram placebos e os pacientes começaram a morrer. 

Outra vulnerabilidade mostrada na série são os videogames atuais. Com a maioria deles usando plataformas de conexão on-line para os chats, são campos abertos para os aproveitadores. No episódio em questão, eles mostravam venda ilegais de armas para adolescente em troca de bônus nos jogos. Mostrando o quão necessário se faz o monitoramento de nossos filhos quando estão jogando.



Claro que tudo é ficção, porém, mostram coisas que podem acontecer com qualquer um. Crimes que eu e você estamos propensos a sofrer se não prestarmos atenção. Sempre tive muito cuidado com minha vida on-line. Fiz amigos durantes anos e tive alguns relacionamentos com pessoas que conheci na internet, mas sempre com muita cautela sobre o que falava e o que fazia.

Isso é bom para nos deixar em alerta. Reveja sua vida on-line e proteja-se contra esses crimes!

Se for conhecer alguém pessoalmente que conheceu na vida virtual, tenha o cuidado de marcar em local público. Não dê informações pessoais suas e muito menos deixa que te acompanhem em casa. Isso só pode ser feito depois de muito tempo e confiança. 

Quando seus filhos estiverem on-line, mesmo que seja apenas jogando videogame, fique sempre atendo com quem ele está falando. Do outro lado pode haver um pedófilo ou assassino. Um traficante ou um golpista. Cuidado nunca é demais!

Ofender pessoas em redes sociais é crime! Tenha cuidado com quem você compartilha suas fotos pessoais, principalmente de crianças. Se terminou algum relacionamento de forma negativa, evite ter contato com pessoas conhecidas do ex. Evite ser usado, ser fraudado, ser humilhado. 

Você tem o poder em suas mãos!




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I'm back, baby!!!

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Há um ano eu dava uma breve despedida. Mudando de rumo na minha vida, blogar ficava cada vez mais difícil. O tempo era curto e a nova carreira que eu tinha abraçado precisava da minha atenção. Mas nesse meio tempo muita coisa foi acontecendo. Não importando os percalços do caminho, eu levantei a cabeça e segui em frente. Agora, baby, estou de volta!

Trocar de carreira depois de tantos anos é algo difícil. Não é de uma hora para outra e dependendo do que você fazia antes, dificilmente você conseguirá se livrar para sempre da anterior. Como no meu caso, fui me afastando da Comunicação aos poucos e deixando o Jornalismo de lado, porém, o “ser jornalista” nunca saiu de mim. Comecei a mergulhar no mundo Pet e fui me apaixonando cada dia mais. Hoje divido meu tempo entre esses dois mundos, cada qual com a sua devida dedicação, mas sem atrapalhar ou atropelar um ao outro.

O ano de 2014 foi relativamente calmo. Teve altos e baixos, troca de emprego, novos aprendizados, poucas viagens e muito trabalho. Quando tudo estava melhorando e as nuvens negras se dissipavam da minha vida eis que chega o fim do ano para me derrubar de vez. Um Natal conturbado chegou para me tirar do rumo. Passei mal e fui parar na emergência. Depois de vários exames e consultas acabei sendo internada as pressas no início de 2015. 

Quase um mês na cama do hospital me tratando de uma infecção generalizada. Um procedimento em que quase perdi a vida na mesa de cirurgia. Um carnaval de cama com pneumonia. Um começo de abril entrando na faca para tirar a vesícula. Esse foi o resumo do meu início de ano. Depois de passar sete anos ouvindo dos médicos que eu não tinha nada, precisei fazer um quadro infeccioso e quase morrer para que pudesse renascer. As dores que eu tinha eram de uma pedra na vesícula biliar que resolveu sair e passear pelo meu corpo me causando obstrução das vias biliares e do fígado. Agora, me recupero em casa e me preparo para novas etapas.

Com as turbulências da vida tive que deixar o emprego no PetShop que tanto amava para cuidar da minha saúde. Tive que aprender a viver com um salário mínimo do governo pelo auxílio doença (ainda bem que eu pago o MEI). Agora, é terminar minha recuperação e me preparar para iniciar as buscas de novas oportunidades.

Foi nesse momento em que decidi voltar a blogar. Senti falta de escrever, pesquisar, entrevistar, relatar, opinar... Reformulei o blog e estou organizando novas colunas, novos assuntos, novos projetos. Não vou deixar o mundo Pet, muito menos a Comunicação, mas encontrarei uma maneira de unir todas as minhas paixões em um só espaço. 

Por isso, com felicidade digo: I'm back!!! E daqui não saio!

2015: Ano de mudanças, de esperança, de amor e de 16 anos blogando... “Bora” comemorar \o/!


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Não direi ADEUS, direi ATÉ LOGO!

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Como vocês já devem ter percebido, estava sumida do blog. O motivo foram as mudanças que ocorreram na minha vida e isso fez com que eu mudasse o foco das coisas, inclusive da vida blogueira. Para que tudo saisse como eu planejei precisava tomar decisões difíceis e dolorosas. Uma delas foi acabar com os dois blogs que eu mantinha, aqui e o Profissão: Jornalista. E assim está sendo feito. Mas não pensem que irão se livrar de mim, pois não irão!

Para que eu pudesse continuar precisava fazer modificações e isso atingiu também os meus blogs. Analisei todas as mudanças e resolvi que criar um novo espaço onde eu pudesse de tudo com todos seria mais viável para manter atualizado do que vários blogs de nicho diferenciado. E assim nasceu o meu novo blog "O que tem pra hoje?". Nele poderei falar de assuntos diversos, inclusive jornalismo e universo feminino, sem me restringir ou me sentir presa a um público específico.

Todas as mudanças, psicológicas e físicas, que sofri, e que muitas de vocês acompanharam, me fizeram crescer internamente. E nesse novo espaço, tenho certeza de que poderei colocar abertamente um pedaço dessa nova mulher que me tornei e que ainda está sendo moldada diariamente através dos anos.

Obrigada todas vocês, minhas leitoras queridas, por ficarem tantos anos ao meu lado! Espero vocês lá no meu novo espaço! Nos vemos em breve!

Os comentários do blog serão desativados, mas todos os posts continuarão no ar até que o Blogger decida o contrário!

Até breve... Logo ali =>


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Radicalizando? Não! Só seguindo minhas opiniões!

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Os últimos meses foram de revolução interna. Coisas acontecendo em uma velocidade assustadora e sem controle, que parece nos tirar do rumo. Viagens a trabalho, problemas de saúde, complicações financeiras e quando vemos, estamos de ponta-cabeça.

Desde maio do ano passado estou passando por modificações pessoais que andam deixando muita gente chocada. Primeiro foi quando decidi que ia emagrecer, não por estética, mas para poder realizar meu desejo de ser mãe. Comecei a ouvir e ler comentários das “seguidoras do movimento plus size” que eu estava “traindo a causa”. Que causa, filhas? Quer dizer que preciso ficar gorda o tempo todo pra agradar todo mundo? Não faço parte de causa alguma. Só aprendi a me amar como sou ao longo dos anos: gorda. E por isso, agora posso ter o prazer de querer emagrecer quando bem entender!

A volta pra terapia semanal foi outra coisa que a “sociedade” adorou criticar. Muita gente ainda tem aquela imagem de que quem faz terapia é “louco”. Está mais que na hora das pessoas aceitarem que conhecer a si próprio não é loucura e que pedir ajuda quando não conseguimos lidar com os problemas sozinhos não é fraqueza. Para todos aqueles que ficaram falando que o que eu precisava era “de uma boa trouxa de roupa para lavar” e que terapia era coisa de “gente fresca” só tenho uma coisa a dizer: não enche!


Quando chegou fim de ano resolvi que era hora de mudar o visual. E comecei a pensar o que fazer para me sentir bem. Como vocês viram no post sobre minha perda de peso, cortei o cabelo estilo Chanel e fui altamente elogiada. Porém, o ano de 2013 virou e aquilo não me deixou ainda satisfeita. Resolvi “radicalizar” e cortar mega curto a minha juba. Pronto! Bastou para ativar os críticos de plantão!

Sempre usei meu cabelo muito curto desde criança. Como meu cabelo natural é muito crespo, mantê-lo curto me poupava tempo e dinheiro. Quando tinha que deixar crescer o gasto em salão para mantê-lo liso era alto demais e acaba passando a tesoura. Depois de um tempo, e piadinhas, resolvi deixar crescer.  Além das críticas dos namorados (coisa normal entre homens) tinha a crítica familiar. Meus pais sempre ficavam falando que eu parecia um homem. Tudo isso em minha adolescência se agravou junto com a obesidade e altura exagerada. Eu era o verdadeiro patinho feio excluído de todos os grupos.

Demorei muito a me aceitar como era: alta, gorda e de cabelo indomável. Quando comecei a aceitar essas situações, meus cabelos já estavam longos e eu acabei me acostumando a ficar assim. Mas o tempo passa, a vida mudar e nós mudamos. Esse ano eu precisa disso: uma mudança radical em todos os sentidos! E foi isso que fiz!

Depois de um turbulento 2012, eu precisava encontrar dentro de mim metas, desejos e vontades que do lado de fora (na sociedade) eu não achava mais. Mudei minha forma de comer e voltei a fazer atividades físicas, passei a vestir o que gostava sem me importar me achavam com estilo de “velha”, retornei para terapia porque não estava conseguindo lidar sozinha com os problemas e voltei a ter cabelos curtos, porque me amo desse jeito e não vou mais permitir que deem opinião na minha forma de viver. E ao ler o texto da Claudia Regina no blog Papo de Homem, me dei conta de que não deixei de ser feminina, nem mulher por gostar de ter cabelos curtíssimos! Então a opinião alheia que se dane!

A maratona da perda de peso continua. No próximo post vou relatar como andam as coisas. Resumindo: fui do manequim 56 para o 48 em menos de 1 ano. A terapia vai bem, obrigada. O cabelo cada dia menos rebelde. E meus sonhos estão seguindo em frente.

E para completar a virada de ponta-cabeça ainda perdi meu melhor amigo e filho de quatro patas essa semana. No sábado, dia 30 de março, depois de lutar contra uma pneumonia, meu cachorro, Zezinho, de 14 anos e meio, veio a falecer. Meu chão sumiu. Foi tudo muito rápido. Isso se juntando com a procura por um emprego fixo, as mudanças internas pelas quais tô passando, decisões que tenho que tomar, responsabilidade que tenho que honrar simplesmente perdi o rumo.


Estava me preparando semana passada pra voltar a escrever nos blogs quando ele ficou doente e todo meu foco, energia e atenção ficaram voltados para o tratamento dele. Perdemos a batalha, mas não perco esperanças. Ainda choro pela casa quando lembro dele. Sinto falta do cheiro, das brincadeiras, de leva-lo pra passear na rua e tudo mais, porém, já estou à procura de um novo membro da família. Nesse fim de semana irei a duas feiras de adoção de filhotes aqui no Rio, na esperança de encontrar meu próximo filho (ou filha) de quatro patas.

Estou me organizando para postar nos blogs pelo menos uma vez por semana. Espero que todas vocês, minhas queridas e amadas leitoras, me perdoem pela ausência. Mas como digo sempre nas redes sociais: eu não vivo de blog, portanto, por mais que ame meus espaços, não posso largar tudo em prol deles. Mas farei o possível para estar mais presente.

Vou seguindo minha opinião sempre de agora em diante. E a meu ver, isso não é radicalizar ou querer chocar a sociedade, é simplesmente querer viver a minha vida de acordo com o que meu coração. E se alguém não gostar só posso sentir muito por essa pessoa...


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2013 com saúde em dia e corpo em forma #ProjetoGordaLight em andamento!

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Como algumas pessoas já sabem, ano passado iniciei um projeto pessoal, Projeto Gorda Light, onde cuidar da minha saúde, do meu corpo e minha mente seriam as minhas top prioridades do novo ano. Tudo começou quando decidi que estava na hora de cuidar de mim para que assim eu pudesse realizar o sonho de ser mãe. E coloquei a mão na massa para que esse sonho se tornasse realidade. E não está sendo fácil, porém, compensador.

Desde 2009 (quando engravidei e acabei sofrendo um aborto espontâneo) que comecei a ter fortes dores estomacais que estava me privando de fazer coisas básicas como sair com amigos, me divertir em festas de família ou até comer uma pipoca no cinema. Iniciei uma busca incansável para saber o que havia de errado com meu corpo. Isso me levou a inúmeros médicos de diferentes especialidades: 3 clínicos gerais, 4 endócrinos e 6 gastros. E nenhum deles descobria o que havia de errado comigo.

Iniciei uma maratona de exames laboratoriais, endoscopias, ultrassonografias e nada. Ninguém conseguia explicar o motivo das minhas fortes dores e idas constantes ao pronto socorro. Nenhum alimento parava dentro do meu corpo. Comecei a perder peso descontroladamente e junto com ele todos os nutrientes necessários para viver bem. Foram longos três anos e tortura, e dor.

Ano passado decidi que era hora de iniciar minha busca pela maternidade. Como sempre soube que tinha problemas hormonais desde criança, sabia também que não seria um caminho fácil. Nada tem sido fácil para mim. Não seria o sonho de ser mãe que viria de mão beijada, não é? Então me pus a buscar informações na internet sobre os sintomas que eu sentia e vi que muitas pessoas tinham a mesma coisa e todos sem solução. Confesso, comecei a ficar desanimada e pensei que teria que viver eternamente sem me alimentar direito e no banheiro vomitando constantemente.

Cheguei a pensar nos piores cenários. Uma doença grave, sem cura, sem controle, morte. É normal nossa cabeça pirar quando estamos doentes e nenhum médico descobre o que você tem. Com a decisão da maternidade tomada tinha que dar um jeito nos outros problemas. Sempre soube que estar no nível de obesidade mórbida desde crianças não me ajudaria em nada realizar esse sonho. Além disso, meu corpo sempre resolveu ser do contra comigo e produção de hormônios necessários para ovular era algo que não existia em minha vida.

Início do projeto em abril de 2012

Em março do ano passado decidi voltar pra academia e mergulhar na piscina de volta à hidroginástica. Frequentei por alguns meses, mas por problemas financeiros tive que abandonar no fim de outubro. Nesse meio tempo as crises do estômago voltaram a me incomodar. Tomar omeprazol e buscopan não aliviam mais as dores. Em uma última tentativa resolvi arriscar novamente em um médico. Tinha acabado de trocar de plano de saúde e arrisquei conferir um novo gastro.

Ao chegar no Dr. Alberto, relatei todos os meus problemas estomacais desde o final de 2009 pra cá e que estava pensando em engravidar novamente, mas que estava com medo de sofrer um novo aborto espontâneo. Ele pediu novamente os exames que fiz e mais alguns outros. Depois dos resultados ele chegou a conclusão que eu já desconfiava depois de pesquisas feitas nos últimos três anos na internet: eu estava com dispepsia funcional e meteorismo crônico.

Mas que diabos é isso? Afinal, vocês não são obrigadas a entender termos médicos, não é, leitoras? Traduzinho pra “pacientês”, a dispepsia nada mais é que má digestão e o meteorismo gases estomacais. Ter uma dispepsia funcional nada mais é que ter uma má digestão crônica que é agravada por momentos de estresse. E o meteorismo é quando você não consegue eliminar os gases durantes as crises e é justamente ele que causa as dores insuportáveis.

O gastro me explicou que as pessoas nascem com dispepsia. Que ter problema de má digestão vem com você do útero. Bebês que choram muito quando pequenos por conta de cólicas terão tendência a problemas estomacais ao longo de sua vida adulta. Porém, quando engravidei em 2009, a própria gestação agravou meu caso o tornando crônico. Explico: a gravidez por si só já é causadora de problemas gastrointestinais naturalmente, se no caso, você já tenha um outro problema ele poderá (ou não) se agravar. Foi o meu caso. A pequena má digestão se tornou o meu “monstro no armário” da minha vida.

Como indicação médica a primeira coisa que Dr. Alberto me “receitou” foi uma dieta equilibrada livre de gorduras e frituras elaborada por uma nutricionista. Passou medicamentos a mais, além do omeprazol que já tomava, e indicou atividades físicas e acompanhamento endócrino, caso eu engravidasse novamente para não piorar o quadro.  E lá fui eu procurar a nutricionista!


No final de 2012 também decidi que precisava cuidar da minha saúde mental. A volta para a terapia me fez ficar centrada nas coisas que eu realmente queria e organizar meus pensamentos para enfrentar essa mudança radical que eu iria passar por conta do meu problema de estômago. Procurei a nutrio e expliquei todo o caso com o gastro. Ela analisou o resultado dos meus exames e notou que todos estavam com dados irregulares.

Eu, que já tinha ido ao endócrino, por conta dos resultados, já tinha sido medicada em caráter de urgência para aumentar minha vitamina B12. O mínimo de uma pessoa normal é de 180 pg/ml e eu estava com 62, ou seja, em estado crítico de anemia. Além disso, todos os outros resultados assustaram os médicos. Meu hormônio SHBG (hormônio sexual) estava abaixo do esperado e o FSH (o folículo estimulante, que me faz ovular) também. Tudo isso estava sendo causado porque meu corpo estava com falta de proteínas e vitaminas para fabricar o que eram necessários para funcionar.

Doses fortes de medicamentos me foram passados para regular essas diferenças e a nutricionista passou uma dieta rígida livre de gorduras e frituras, para aliviar as crises estomacais. Junto com a dieta, ela me indicou usar Chia, uma semente parente, da tão conhecida, Linhaça, mas com muito mais propriedades nutricionais. Além de me ajudar a repor aquilo que me organismo não estava produzindo a Chia (que se transforma em gel em contato com líquidos) me daria uma sensação de satisfação me impedindo de comer em demasia (o que faria mal ao meu estômago).

A primeira regra estipulada pela nutricionista foi de cortar o jantar com alimentos sólidos. Quem tem dispepsia não deve comer nada sólido à noite, pois o processo de digestão é mais lento. Comecei então a minha maratona de sopas noturnas. No café da manhã o famoso pão francês foi substituído pelo de forma integral e a margarina por queijo ricota ou requeijão light. O almoço passou a ser meu prato principal do dia. Nele tenho que me alimentar bem para não sentir necessidade de beliscar durante o dia. No lanche da tarde posso comer frutas, iogurte ou cereal com leite semi-desnatado.

Assim tem sido minha rotina desde outubro de 2012. Pra minha surpresa, já perdi 18,350kg e passei do número 56 em minhas calças jeans, para o número 48. Refiz os exames agora em janeiro e a minha vitamina B12, antes 62, subiu para 197 pg/ml. Meu FSH também subiu em três pontos e o hormônio sexual deu um pulo de 13 pontos na escala para cima! Resumindo: minha anemia crônica foi controlada, perdi peso sem ficar magrela-esquelética-feiosa, fui do 56 para o 48 e tive que mandar apertar todo meu guarda-roupa, meus ovários voltaram a funcionar e meu apetite sexual voltou!

Resultado dos exames antes e depois da dieta/tratamento

Sigo indo à terapia toda semana. Afinal, preciso cuidar da mente tanto quanto do corpo. Sigo a dieta rigidamente, não porque quero ficar magra, mas sim porque não tive mais crises estomacais graves a ponto de me deixar de cama ou correr para o hospital. Aprendi a me alimentar melhor e quando viajo, tenho a opção de levar sopinhas prontas, como da Vono, para não sair da dieta. Uso a farinha de Chia duas vezes por dia, inclusive quando como fora, levo sempre um pouquinho comigo para colocar nos alimentos (afinal são apenas duas colheres de chá por dia). E nisso vou seguindo minha vida.

Quanto ao projeto de engravidar... Não! Não arrumei ninguém. Continuo solteira e pretendo ficar assim por muito tempo. Meu filho será uma coisa planejada, seja feito com alguém que esteja ao meu lado ou em um projeto independente, ainda não cheguei a esses detalhes. Ainda estou nos três dígitos na balança, não quero ficar magérrima, mas quero sair desses três números assombrosos. Hoje estou com 108,200kg e pretendo, até meu aniversário em abril (quando o Projeto Gorda Light completará 1 ano de vida) ter chegado aos 95kg e para mim isso já estará muito bom. Afinal, sou alta e ficar muito magra me sinto até feia.

Próximas metas do Projeto Gorda Light:
  • Parar de vez de tomar refrigerantes
  • Diminuir a quantidade de chocolate
  • Chegar aos 95kg
  • Entrar numa calça 46
  • Engravidar

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Novo ano, velhos sonhos, novas estratégias...

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O amor de mãe por seu filho é diferente de qualquer outra coisa no mundo. Ele não obedece lei ou piedade, ele ousa todas as coisas e extermina sem remorso tudo o que ficar em seu caminho.
Agatha Christie

Todos nós temos diversos sonhos ao longo da vida. Seja aqueles sonhos de criança de ser médico ou astronauta, ou aquele de ganhar numa mega sena de virada de ano. Não importa o tamanho e a dimensão de cada um deles, o importante é continuar sonhando. Mas nesse ano de 2012 que se findou aprendi que além de nunca desistir de sonhar o primordial é constantemente rever nossas estratégias para torna-lo realidade.

Ouvi de diversos amigos que, assim como o meu, o ano de 2012 não foi um dos melhores que já tivemos. Essa reclamação veio de vários setores diferenciados. Pessoas que ficaram doentes ou perderam entes queridos em demasia, outros que tiveram um ano amoroso trágico ou completamente solitário, aqueles que passaram por problemas profissionais e financeiros sérios, entre outras coisas mais. Eu, como a maioria, também tive um péssimo 2012. E para não incomodar amigos e familiares, optei por me fazer reclusa em pensamentos e tentar entender o porquê de tantos obstáculos a serem ultrapassados.

Foram diversos motivos que levaram o ano ser, para mim, um total fracasso. Se pudesse simplesmente apaga-lo da minha vida assim faria. Mas não posso e por isso, tive que aprender com todos os problemas que enfrentei. Aquele aprendizado na base da porrada mesmo. Uma das formas que consegui chegar viva e inteira no final foi sentar, respirar fundo, analisar tudo o que ocorria à minha volta e simplesmente traçar uma estratégia diferente.

Quem acompanha meu perfil pessoal no facebook notou minha ausência e o desconforto em minhas palavras ao longo do ano. Também percebeu que resolvi gritar pros quatro cantos que estava cansada de tudo aquilo e que ia virar o jogo. Foi o que fiz. Não poderia me permitir ficar sentada e assistir todos os sonhos que construí serem levados rio abaixo sem nada poder fazer.  Decidi que era hora de me jogar nesse rio e nadar, contra a maré se fosse preciso, com todas as minhas forças até alcançar meus sonhos.

Foi um ano tão ruim que nem tive forças para escrever nos blogs. A inspiração parecia ter ido dar uma volta ao mundo interminável e as palavras surgiam em minha mente, mas não conseguiam se organizar no papel. Optei por me ausentar. Assim pude cuidar um pouco de mim e daquilo que me afligia para poder voltar com energia renovada no novo ciclo que se iniciaria em breve.

Uma das mudanças foi dar mais valor à minha saúde. Passei a ir aos médicos sem medo do que “esperar” e colocar exames de rotina em dia. Descobri problemas que, até então eu fingia não ver, talvez por medo de aceitação da condição e pude encarar de frente para solucioná-los. Entrei numa academia, não para ficar “esteticamente aceitável”, mas para poder realizar o meu maior sonho de vida e junto com isso, resolver um dos meus problemas de saúde. Foi o primeiro passo para mudança interna.

De resultado de exames em mãos, academia no ritmo e dieta encaminhada segui em frente, tropeçando, por 2012. Caí em vários momentos, mas me reergui com a mesma velocidade do tombo. Com nova perspectiva no olhar percebi que se eu não mudasse minha forma de agir e me revoltasse com os comodismos impostos pela sociedade eu nunca conseguiria atingir meus objetivos.


Perdi 12kg em dois meses e com isso a minha qualidade de vida melhorou. Minhas terríveis dores de estômago se tornaram menos frequentes e a possibilidade de realizar o meu maior desejo (ser mãe) se tornou cada dia mais viável. Fiquei centrada em trata não só do meu corpo, mas também da minha mente e alma. Voltei para a terapia para poder ter um olhar de fora sobre os meus problemas e me ajudar a encontrar um melhor caminho para enfrenta-los. Comecei a minha busca pela espiritualidade tentando conhecer palavras e locais que me fizessem sentir em paz. E assim segui até o fim do ano, mesclando risos e lágrimas, fracassos e esperanças.

Todos os anos durante toda a minha vida sempre parei nos últimos minutos antes do ano virar e pedia milhares de coisas, inclusive força para suportar as diversidades. Nesse fim de 2012, apesar de querer/precisar muito, não pedi um grande amor, não implorei por um emprego, não almejei dinheiro e nem quis realizações de pequenos sonhos. Para o ano de 2013 a única coisa que pedi com todas as minhas forças foi ser capaz de gerar um filho, nada mais.

Assim que soou meia noite e o anuncio da chegada do “ano do amor” se instaurou como realidade, nada mais me importava. A única coisa que me moverá em 2013 é a maternidade. Não importa quanto tempo, dinheiro e atenção eu tenha que desprender para isso, mas em 2013 eu irei realizar meu maior sonho. Sozinha ou acompanhada de alguém, sinceramente não me importa! Serei mãe! Esse será o mais importante projeto nesse novo ano.

Claro que não irei dar uma de louca e achar que não preciso das outras coisas. Claro que preciso de dinheiro, trabalho, paz interior e blá, blá, blá, porém, serão projetos secundários que irão me auxiliar naquilo que sempre mais quis em minha vida. Com isso, posso ficar mais ausente que nunca dos blogs, ou quem sabe até ficar mais presente (não sei). Só tenho certeza de que todos os meus esforços, energias, lágrimas e sorrisos de 2013 serão somente para uma pessoa que ainda nem existe, mas merece tudo de mim: meu filho! Só ele (ou ela) e mais ninguém, receberá toda essa atenção de mim.

2013 o ano do amor? Sim! Do amor próprio. Do amor fraterno. Do amor maternal. Do amor e ponto final. Ano de se dar, se doar, de conquistar. Se meu lado amoroso, profissional e financeiro irão melhorar não me interessa, só me importa é que eles serão apenas meros coadjuvantes na história em branco do capítulo 37 da minha vida...

Que venha com luz, alegria e novos planos para todas vocês leitoras. Lembrem-se que não é porque dizem que é impossível realizar um sonho que isso se tornará realidade. Só você pode dizer quando seu sonho começa e termina. Se não está dando certo do jeito que você tentou até agora, simples: respire, analise, mude a estratégia e seja feliz! Podemos até nos machucar pelo caminho, mas morreremos tentando até realiza-los!

2013, 37 anos de vida, 22 anos de sonhos, 1 projeto a ser realizado e milhões de formas de ver a vida com um olhar diferente... Um novo capítulo, a mesma autora, mas com um novo formato de escrever. Feliz 2013 para vocês!



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Escrevi, mas não enviei...

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Sabe quando você coloca tudo em palavras para expressar pra alguém desejos escondidos? Você pensa, repensa, escolhe cuidadosamente cada palavrinha a ser utilizada, fica horas e horas tentando organizar os pensamentos para poder dizer de uma só vez tudo o que pensa, quer e deseja, mas na hora de apertar o “enviar” do e-mail você simplesmente trava.

Entrei naquela fase “bandida” de novo,  de não querer nenhum relacionamento sério. Porém, isso não quer dizer que eu não queira outro tipo de relação. Afinal, sou humana e tenho desejos a serem nutridos. Lembro da última vez que comentei aqui sobre o tema e que eu iria correr atrás de PA (pinto amigo) e quase me crucificaram. Bem que eu tentei manter relações estáveis, mas os tropeços da vida e a falta de coragem de alguns homens em assumir que querem somente algo passageiro, me levaram a decepções atrás de decepções.

Acho muito mais bonito um carinha chegar na boa para você e dizer que não quer nada sério, que está tranquilo como está e que está afim de você, porém sem um compromisso. Isso é legal, porque não nos apegamos a paixões ilusórias e entramos em uma relação que sabemos que não terá cobrança, e caso algum dos dois se apaixone, tem a opção de se declarar ou cair fora. Sem cobranças, sem promessas, sem decepções.

E por conta disso, voltei a viver meus momentos de liberdade me dedicando completamente aos projetos profissionais e estudos, onde esquentar a cabeça com relacionamento/namoro/compromisso é a última coisa que eu quero. Mas quem disse que o desejo, o tesão e o querer sexo se apagam nesses momentos? Parece que é justamente quando não estamos em busca de uma relação mais séria que o nosso corpo teima em querer falar mais alto e é nessa onda que me encontro perdida.

Claro que eu sei que o “não”, em qualquer situação, nós já temos e que, por isso, devemos nos empenhar atrás do “sim”, mas isso não quer dizer que tudo ficou mais fácil. Principalmente quando se trata de atração, química, prazer. E foi justo nesse meio tempo, em que minha cabeça pregava que agora o foco era outro, que meu corpo me traiu trazendo de um passado, não tão longínquo, um desejo irracional por alguém que eu pensei já ter esquecido.

Mas peralá! Como pode isso Manolo? Simples! Malditos encontros e reencontros da vida. E é nesse modo de “confessar” ao corpo que a coragem se esconde no meio de palavras mal descritas, em e-mails perdidos no rascunho. Como falar, como abordar, como chegar perto e dizer: "te desejo, te quero?" Não existe uma fórmula para isso. Devo ser direta, sem rodeios? Devo ir com calma? Devo esquecer e esperar o fogo do desejo esfriar? Nenhuma resposta parece ser satisfatória.

O mais complicado ainda é ter que explicar que o que sente épura e simplesmente pele, química. Escrever parece tão mais difícil quando é para expressar sentimentos, sejam eles quais forem. Nenhuma palavra parece ser correta para dizer ao outro que você o deseja.

Tentar relatar em palavras sonhos eróticos e irracionais parece muito mais difícil do que pensei. No mínimo, como no post do PA, serei classificada como uma louca tarada que não sabe se comportar, ou a vulgar mulher independente que merece ficar sozinha porque não se dá o valor. É... ter personalidade forte tem seus problemas. Basta irmos contra a maré daquilo que é imposto pela sociedade como certo para todas nós, que logo nos tacam pedra.

Porque para uma mulher viver um simples desejo de pele é tão mais complicado do que para os homens? Porque não podemos ser tão diretas quanto eles quando querem sexo e já chegam falando e dizendo o que pretendem? Ah, não! Se somos nós a fazer isso, viramos a escória do mundo! Pow! Também sentimos desejo, também queremos relacionamentos só por prazer! Isso não quer dizer que não estamos dispostas a ter uma relação séria com alguém. Uma coisa não tem nada a ver com a outra.

Nesse meio tempo fico aqui sonhando com os olhos sedutores e lábios deliciosos do meu objeto de desejo e escrevo diversos e-mails. Cada um com um foco diferenciado, salvo tudo no rascunho com medo de ser mal interpretada. Porque para a sociedade, se sou certinha demais, não presto, se sou liberal demais, não presto mais ainda. Ou seja, não podemos ser nós mesmas porque sempre seremos criticadas.

Agora fica a maldita dúvida: mando o e-mail dizendo diretamente o que quero com ele, me calo e tento enterrar o desejo ou vivo somente os sonhos gostosos à distância fingindo que não sinto nada? Como é complicado ser mulher e desejar alguém por simples desejo...

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Novo projeto no ar: Oficialmente uma Balzaquiana

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Demorou, mas saiu! Depois de nove anos, enfim, lanço um projeto que tem tomado boa parte do meu tempo. Ele se chama “Oficialmente uma Balzaquiana” e tudo começou lá em 2004 ainda no Orkut. Criei uma comunidade a fim de juntar pessoas que estavam passando pelo mesmo medo que eu: completar 30 anos. O grupo cresceu e hoje já somos mais de 1000 integrantes. Da comunidade e dos medos surgiu a ideia de colocar no papel tudo isso, então veio o livro e desde então venho trabalhado em cima dele.

Nesses nove anos venho colocando no papel coisas que eu vivi e que presenciei quando o assunto é chegar aos 30. Essa pesquisa, e viagem ao fundo do meu eu, me fez aos pouquinhos aprendendo a como lidar com meus próprios problemas e descobrir soluções, que estavam na minha cara, que pensei que nunca encontraria.

Esse ano, depois de muitos problemas pessoais, decidi que era hora de fazer um novo blog e deixar o pessoal acompanhar a finalização do projeto do livro. Por conta dos empecilhos da vida privada, atrasei um pouco o término e com isso fazer um blog e uma fanpage no Facebook me pareceu uma forma de ganhar um novo gás na inspiração para termina-lo, inclusive, com a ajuda dos leitores dos meus blogs.

Como assim? Você deve estar perguntando... Toda vez que conto uma história que vivi em um dos meus blogs os comentários de vocês me ajudam a compor um pedacinho do livro. Afinal, não sou somente eu que passei por essas neuras e crises, a maior parte dos meus leitores (principalmente vocês, leitoras do Feminina Plural) me contaram um pouquinho da vida de vocês e com isso irei compor os últimos capítulos do livro “Oficialmente uma Balzaquiana”.

Se quiser conhecer um pouco do projeto, ler textos sobre as neuras, alguns trechos do livro que irei soltando aos poucos e acompanhar a coluna “Quando me Amei de Verdade” (que ficava aqui) é só visitar o site www.anamagal.com e conferir tudo o que está rolando.

Espero vocês por lá meninas!
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Testei: Novo Mirabel

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Com a chamada “O Clássico voltou” a empresa Mabel tirou do fundo do baú o mini biscoito Mirabel, grande sucesso dos anos 70 e 80 entre a criançada. Na época os sabores eram de chocolate, morango e crocante. Sua embalagem era praticamente branca com alguns destaques em preto, depois, no final da década de 80 a marca ganhou cor e praticidade.

Inicialmente era fabricada pela Adams (atual Cadbury Adams) e teve sua produção até o ano de 2001. Mesmo com milhares de reclamações dos consumidores a empresa não quis retornar com o produto, deixando muita criança (e adolescente) decepcionada. No começo da década de 90 a empresa ainda tentou uma reformulação na embalagem, tirando o tradicional branco e tornando-as completamente coloridas e excluindo o sabor crocante. O Mirabel de chocolate tinha a embalagem marrom, o de morango cor de rosa, o de limão era verde e o de baunilha branca. Mas não adiantou, a Adams decidiu que ia ser seu fim e ponto.

Com a nostalgia reinando nas principais redes sociais várias empresas começaram a mexer no baú do passado e resgatar marcar de sucesso.  O Mirabel foi uma a entrar nessa onda. 11 anos depois do seu fim pela Adams, a empresa PepsiCo por sua marca Mabel decidiu que era hora dos filhos da geração que hoje está na casa dos 30 conhecer o tão famoso lanchinho. E foi nessa onda que eu enlouqueci ao saber do retorno.

Eu sempre fui uma viciada em Mirabel. Sempre levava para o recreio e fazia minha mãe comprar o display fechado para comer em casa completamente sozinha. Claro que meu sabor preferido era o de chocolate, já que odeio morango, mas cheguei a saborear o crocante lá no início dos anos 80 antes do seu fim em 90. Fui uma das órfãs do que lanchinho mais amado do Brasil. Com isso, óbvio que não poderia deixar de correr atrás da versão “Mabelística” para saber se o slogan da campanha (“O clássico voltou”) era ou não verdadeira.

Embalagem do final dos anos 70 até o final dos anos 80

Passei exatas três semanas atrás do biscoito e nada. Amigos publicavam que tinham encontrado em vários locais, mas quando eu ia nunca achava. Depois de uma busca incansável consegui encontrar o bendito do lanche Mirabel na loja MegaDoce no Mercadão de Madureira custando cada unidade R$ 0,35 ou R$ 6,00 o display com 20 unidades. Com medo de não gostar comprei apenas dois pacotinhos. E ainda bem que fiz isso. Decepção total!

O que me fazia gostar do Mirabel era justamente o gosto adocicado que os outros biscoitos wafles não tinham. A maioria deles (inclusive atualmente) deixa prevalecer um tom de chocolate meio amargo que eu, particularmente, detesto. Eu, na inocência (e nostalgia), fui como desesperada abrindo a embalagem quando me deparei com o primeiro empecilho: mini-biscoito não dá pra ser em embalagens linguetas (aquelas que temos que “puxar” com ambas as mãos para abrir). Nada funcional. Depois da primeira barreira, que me fez quase jogar a metade do conteúdo no chão por voo à distância de Mirabel em pleno Madureira, fui ao teste do paladar.

Estou traumatizada até agora! Que gosto ruim! Amargo! Cadê o doce do Mirabel clássico? Não lembra em nada o Mirabel fabricado pela Adams da década 70 até 2001. Nadica de nada! A Mabel na verdade só resgatou o nome, porque de “o clássico voltou” só teve isso. O gosto é simplesmente igual aos wafles de embalagens grandes da Mabel, sendo que em tamanho mini. Sem tirar nem pôr. Amargor!

Embalagem lançada em meados da década de 90 que ficou até o fim em 2001

Extremamente decepcionada com falso retorno do “clássico” eu literalmente joguei a segunda embalagem comprada fora, pois nem minha mãe gostou e concordou comigo que não tem nada a ver com o antigo Mirabel. Em minha opinião (que fique bem claro isso!!!), a PepsiCo resgatou somente a “marca Mirabel”, pois com certeza a receita original deve estar guardada à sete chaves pela atual Cadbury Adams (a criadora do verdadeiro Mirabel).

Pensei que iria encontrar aquela crocância e sabor que lembravam a infância e adolescência e a decepção foi total. Cadê aquele tom amarronzado de biscoito tostadinho no ponto? O que vi foi um biscoito grosso demais e branco feito papel. A embalagem, nada funcional como a última lançada pela Adams em 1994, deixou a desejar (saudade da embalagem branquinha). A marca registrada do lanche Mirabel que era de adoçar nosso recreio ficou mesmo no passado.

Realmente certos clássicos não voltam mais. A não ser que a empresa Cadbury Adams (detentora da receita original) volte a produzir o biscoito eu não compro mais esse “clássico” da Mabel.

Observação: Lembrem-se que a coluna Testei não é parceira de nenhuma das empresas citadas. Os produtos são comprados por mim e dou a minha opinião sincera sobre o que consumi, seja ela positiva ou não. Caso as empresas não concordem ou queiram conversar sobre a opinião dada, por favor, me envie um e-mail.


Confira os comerciais do lanche Mirabel através dos tempos:









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Outubro Rosa 2012 - Previna-se!

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Testei: Bolo Ompa Loompa (de caneca no micro-ondas) do programa Homens Gourmet

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Estava eu essa semana assistindo o Canal Bem Simples e parei para prestar atenção nas receitas do programa Homens Gourmet. Lá vários Chefs dão receitinhas deliciosas e super fáceis. Teve um dia especial de filmes de cinema e o Chef Guga Rocha, vestido de “O Poderoso Chefão” fez um bolo de caneca de micro-ondas maravilhoso.

Comecei a acompanhar a receita e confesso que inicialmente pensei que aquilo não ia dar certo. Mas a água na boca perdurou a semana inteira e não sosseguei enquanto não fui usar meus dotes, nada culinários, para virar uma alquimista das panelas.

O bolo feito por ele representou o filme “A fantástica Fábrica de Chocolate”, onde o famoso personagem Willy Wonka conquista as crianças com as malucas máquinas de guloseimas. O filme original foi ao ar em 1971 e foi inspirado no livro infantil Charlie and the Chocolate Factory de Roald Dahl, publicado em 1964. O ator Gene Wilder fez a primeira versão de Wonka que ganhou um remake em 2005 quando Johnny Depp encarnou o maluco fabricante de sonhos.

Voltando ao bolo de caneca do Guga, a receita é super fácil e até a criançada pode fazer junto com vocês já que não vai ao forno. Você pode usar qualquer caneca ou xícara própria para micro-ondas nesse bolo e não leva praticamente quase nada de ingredientes. Anote a receita!

Massa:
2 Ovos
8 colheres (sopa) de Leite
6 colheres (sopa) de Manteiga ou Margarina em temperatura ambiente
4 colheres (sopa) de Chocolate em pó – eu usei achocolatado e deu certo!
6 colheres (sopa) de Açúcar
8 colheres (sopa) de Farinha de trigo
2 colheres (chá) de Fermento

Cobertura (opcional):

250 gramas de chocolate meio amargo
150 ml de creme de leite
1 colher (sopa) de Manteiga ou margarina

Modo de preparo:
Quebre os ovos em uma tigela e bata bem até ficar uniforme. Misture o leite aos ovos e continue mexendo. Coloque o açúcar e o chocolate e bata bem até criar um creme homogêneo. Coloque a farinha aos poucos e lembre-se de peneira-la antes para não criar bolotas na massa. Depois de misturar bem junte a manteiga e o fermento. Bata bem até criar uma massa fofa.

*Não há necessidade de usar a batedeira, eu bati com a mão mesmo.

Coloque de uma a duas colheres de massa nas canecas e/ou xícaras e leve ao forno de micro-ondas (pode levar duas canecas ao mesmo por vez) por no máximo 1 minuto. O tempo vai depender da potência do seu micro-ondas, do tamanho da caneca usada e da quantidade de massa colocada em cada uma.

*No meu, eu testei em dois tempos: 30 segundos e 1 minuto. Em 30 segundos o interior cozinhou, mas as bordas não. Coloquei então 1 minuto e ficou perfeito. Em canecas ou xícaras mais baixas coloque apenas uma colher de massa, porque é necessário espaço de altura para a massa crescer. Em canecas mais altas pode usar duas colheradas.

Rende 8 porções!

*Fiz a metade da receita e renderam 3 canecas grandes e 1 xícara média, ou seja, quatro porções.

Caso queira incrementar o bolo, Guga também deu a receita de uma cobertura básica de chocolate. Para isso bastar derreter os 250 gramas de chocolate no micro-ondas e com ele ainda quente misturar 150 ml de creme de leite e uma colher de sopa de manteiga e pronto!

Aqui em casa fez um sucesso o Bolo Ompa Loompa do Guga Rocha. Mais que aprovado! Até a minha mãe que não é amante de doces devorou uma das canequinhas sozinha. Recomendo!

Confira o vídeo do Guga no programa Homens Gourmet fazendo essa receita:




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A vida não é um comercial de margarina

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Quando estamos assistindo televisão é comum repararmos naqueles comerciais de margarina onde todo mundo é feliz, todos acordam completamente dispostos, as mulheres já estão rapidamente escovadas e maquiadas, as crianças são mega comportadas e obedientes, a cozinha é uma organização só, tudo mentira. E pior que ainda tentar fingir que pode viver nesse mundo de ilusão.

Ninguém vive um comercial de margarina onde tudo é perfeitamente colocado a fim de vender uma falsa realidade para aqueles que assistem. Nossa vida é real. Nossa cozinha, por mais limpa que seja, sempre tem um pequeno caos. As crianças nunca acordam sorridentes e saltitantes, pelo contrário, a maioria delas faz uma verdadeira batalha para se levantar.

Não saímos saltitando da cama com o rosto maquiado e o cabelo em perfeito estado. Na maioria das vezes os maridos (quando se tem) sai antes mesmo de percebemos que o sol existe lá fora. O corre-corre é constante e os atrasos então, nem se fala. Toda manhã, por mais que você tenha milhares de empregados à sua disposição, sempre é complicada. Afinal, nada na vida é perfeito.

Mas conheço pessoas que continuam a viver uma vida de mentiras onde fazem o possível para transmitir para os de fora que sua vida é um conto de fadas. Nessa hora eu lembro do velho ditado “a grama do vizinho é sempre mais verde que a nossa”. Claro que todos temos problemas e não será mascarando que eles irão desaparecer.

Entendo, óbvio, que não é uma obrigação sairmos contando pra todo mundo que nosso mundo é um caos, mas também não precisamos ficar fingindo que estamos em um comercial de TV. Seja você mesmo e assuma que às vezes você perde o controle das coisas. Não tente consertar os problemas de todo mundo porque isso você nunca irá conseguir.

Levar o mundo nas costas não te fará ser reconhecida como mãe-esposa-profissional do ano, pelo contrário, só se trará mais problemas. Afinal, se você não estiver bem como acha que poderá ajudar alguém a ficar? Uso do mesmo princípio que minha mãe sempre fala pra mim desde pequena: se você não sabe limpar uma casa como é que vai saber se a faxineira está fazendo corretamente?

Não quero viver um conto de fadas, não quero um falso mundo de “perfeição” para ser vendido aos amigos e familiares, quero apenas um local onde eu possa controlar meus caos em paz e poder deitar a cabeça no travesseiro sabendo que dei o meu melhor naquele dia. De que adianta eu querer estar linda e maquiada às seis da manhã se meus filhos não estão prontos para a escola? De que adianta a cozinha brilhante se não tive tempo de fazer compras e o almoço terá que ser a quentinha do restaurante da esquina?

Faça tudo em seu tempo. Não use a vida dos outros como exemplo para sua. Cada pessoa tem seus próprios sonhos e seus próprios demônios. Cada caos é pessoal e intrasferível. Não tente jogar seus problemas para que outras pessoas resolvam. Pedir ajuda é uma coisa, jogar a sua responsabilidade para os outros já é outra bem diferente. 

Um bom exemplo que vi ao longo de minha vida é o famoso “vou casar pra sair do inferno do controle dos meus pais”. Bem, você casa e sai do caos da casa de seus para ir para o caos da casa com seu marido. É trocar o “sujo pelo mal lavado”, dá no mesmo. Varrer os problemas para debaixo do tapeta não fará com que esses desaparecem.

Tá na hora de começarmos a perceber que ninguém vive uma vida de comercial de televisão. Que nada no mundo é perfeito: nem a gente, nem nossa casa, nem  trabalho, nem os filhos, muito menos os sonhos. Então, arregace as mangas e mude! Controle seu caos ao seu modo, no seu tempo e então perceberá que até a escuridão tem sua beleza e só assim poderá encontrar um pouco de paz interior, pois perceberá que você é tão normal quanto qualquer outra família real. 



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